Uuuui, que medinho do Trump!

Você é dos que, assim como eu, tremelicou-se todo de medinho do Trump ontem o dia inteiro? Recebeu memes variados, de previsões d’Os Simpsons ao Cristo Redentor abraçando solidário a Estátua da Liberdade, passando por planos de viagens que substituíam Disney World e Miami por Beto Carrero World e Paraguai? Assistiu, ouviu e leu zilhões de matérias jornalísticas nas quais se provava por A mais B o quanto a eleição era não só inesperada como também ruim, péssima, terrível, catastrófica… blá, blá, blá… para os Estados Unidos e para o mundo? Continue lendo

Deus nos livre de ouvir nossos próprios pensamentos

Tive a sorte, ou o azar, de nascer com ouvidos aguçados, ou, como disse certa vez o vizinho do apartamento de cima depois de ouvir pela décima vez minha reclamação de que ele fazia barulho demais, com ouvidos apurados. Pode ser que isso tenha alguma relação com o fato de eu ser daltônico. Sabe a velha máxima de que um sentido compensa o outro? Talvez meus ouvidos de perdigueiro compensem minha visão semi deficiente. Continue lendo

Meu nome é Astrogildo

Sim, este mesmo, A-S-T-R-O-G-I-L-D-O, com todo este monte de letras, você não leu errado.

Mas por que, depois de tantos anos, resolvi assumi-lo como tal e modificar meu nome de perfil no Facebook do insípido Gildo C. Costa para Astrogildo Cândido? Continue lendo

Desculpa se sou lindo!

Adoro gatos.

Mas isso é uma coisa tão banal de se falar, não? Tão comum, isto é, tão lugar comum. Adoro gatos. Uma frase tão banal, com apenas duas palavras que não expressam exatamente o que sinto. Essas duas simples palavrinhas não são suficientes para dizer do meu amor por esses bichinhos. Continue lendo

Sobre pessoas delicadas e suas delicadezas

Meses atrás tivemos o prazer de ter a sala ao lado da nossa ocupada por mais um gabinete. Ficamos contentes, é claro, com novos colegas de trabalho. Mas essa alegria durou bem pouco. Logo nos primeiros dias notamos que o barulho que os colegas faziam era bastante incômodo. Continue lendo

Simba

Pode parecer bizarro, mas a coisa de que me lembro com mais nitidez é que ele tinha um saquinho que balançava quando ele corria. E era uma graça de ver. Ele corria com a cauda levantada e o saquinho, com as duas bolinhas, balançava para e para cá, como um cacho de uvas com apenas duas uvinhas. Esse saquinho, ou melhor, seu conteúdo e a descarga hormonal que descarregava regularmente em seu pequeno corpo, foram a perdição dele. E o meu erro. Continue lendo

Haddad e os travestis

Na semana passada foi divulgada a notícia de que a Prefeitura de São Paulo, administrada pelo prefeito Fernando Haddad, pagará salário mínimo para travestis estudarem, com o objetivo de deixarem a prostituição e inserirem-se no mercado de trabalho. O programa é semelhante ao Bolsa-Família, do Governo Federal, e teria sido objeto de empenho pessoal do prefeito, motivado pelo fato de que sua própria mãe incomoda-se por morar numa rua onde há prostituição de transexuais e travestis. Continue lendo

A arte de empurrar com a barriga

A arte de empurrar a vida com a barriga

Quem nunca protelou que dê a primeira barrigada. Quem nunca praticou a sagrada arte de deixar para amanhã o que deve ser feito hoje, que fale agora, ou deixe para falar mais tarde.

Se você assistiu a “E o Vento Levou” certamente se lembrará da última fala do filme, quando a heroína, Scarlett O’Hara, do topo de uma montanha de problemas e diante da necessidade urgente de tomar uma atitude, fala: “Amanhã eu resolvo”. Essa é a frase de cabeceira de todo protelador. Nada conforta mais alguém com esse perfil do que “fazer a Scarlett”. Continue lendo